Crepes franceses

 

Nada parece ser mais parisiense do que um crepe, certo? Um lembrete do savoir faire francês, daquele passeio maravilhoso em um dia ensolarado e frio na beira do Sena e da Torre Eiffel piscando quando você menos espera!

xdaysiny.com

Os crepes surgiram por volta de 7000 aC, quando uma mistura de cereais era socada no pilão com um pouco de água e deixada repousar em uma pedra (que aquecia com o sol, cozinhando a galette espessa).

tripadvisor.fr

tripadvisor.fr

Na época moderna, reapareceu na região da Bretanha, no século 13, após o cultivo de trigo

sarraceno trazido pelas cruzadas da Ásia. Tornou-se então a famosa “galette bretonne.
A receita tradicional para se fazer um crepe é sempre a mesma: farinha de trigo (branca ou sarraceno) e líquido (leite com água ou cerveja). Pode ser feito em crepeiras tradicionais ou em uma chapa quente (frigideira grande também serve).

latartinegourmande.com

latartinegourmande.com

Consome-se o crepe quente ou frio, doce ou salgado. Prato principal, lanche ou sobremesa. Fica a gosto do freguês!
Na França há uma regra para os crepes clássicos de que os mais claros geralmente são usados para preparações doces, enquanto os de trigo sarraceno são salgados. As maneiras de fazer os tão franceses crepes são inúmeras: podem levar até mesmo farinhas diferenciadas, como a de grão de bico, de lentilha e por aí vai. Os ingredientes adicionados variam bastante, dependendo do recheio que se quer acrescentar. Ovos vão geralmente nos doces. Pode-se adicionar ingredientes aromáticos à massa, como água de flor de laranjeira, água de rosas, licor Calvados (so french!), baunilha e o que mais você conseguir imaginar. Mas a única regra a se ter em mente é que O CREPE NÃO LEVA FERMENTO. Não deve crescer.

timeout.com

timeout.com

Os acompanhamentos são dos mais variados: geléias, banana com pasta de avelã, e o meu preferido: Thon fromage avec poivre (atum com queijo emental e pimenta do reino). Sei que não é muito óbvio, mas para   mim ele tem gosto de Paris (o tiozinho da République faz o melhor da cidade!). Um crepe, mil possibilidades!

kenwoodworld.com

kenwoodworld.com

Pode ser dobrado, enrolado, quadrado ou aberto mesmo. Grelhar, flambar com Grand Marnier e uma bola de sorvete de macadâmia (para aquele seu jantar temático francês ficaria perfeito!). Ele pode servir também de base para outras receitas, como bolo de crepes ou o mega french Ficelle Picarde (clique aqui ou aqui para receita).

Há equivalentes para ele em outros lugares: na Bélgica o vôte, a galette na Haute-Bretagne, pancake nos EUA (tipo sim, só que não), o blini no leste europeu e Rússia, o manakish no Líbano, a tortilla no Mexico, piadina na Itália, fainà na Argentina e o nosso crepe brasileiro. Obviamente nenhum se iguala em sabor e textura ao original francês.

dicasparisalacarte.com

dicasparialacarte.com

O crepe é tão celebrado na França que há festas que o usam como comida principal, exemplo do Chandeleur (40 dias após o Natal), onde os crepes representam a prosperidade para o ano que se inicia. Há uma lenda que diz que devemos saltear o crepe com uma moeda na mão, cantando a seguinte canção (tradução livre do original):

finecooking.com

tripadvisor.fr

” Na véspera do Chandeleur
Quando o inverno é cada dia mais forte

Se souber segurar bem a frigideira
A ti dinheiro em quantidade
E abrigo da estrela má
Se colocar o seu crepe do lado”

Bonitinho né? Franceses sendo franceses, e adoçando nossa vida com sabores e sonhos…

Te deixei com vontade de crepe? Vem aqui então! (PS- esta é a receita básica, use a sua imaginação e seja feliz!)

Au Revoir!

Advertisements

Você se lidera?

Esses dias uma frase de um vídeo me chamou muito a atenção: “Neste mundo de seguidores, esquecemos de liderar a nós mesmos.” Foi como um tapa na cara, uma coisa que de tão real, até parece mentira. Liderar a nós mesmo? Como? Já não somos donos do nosso próprio nariz? Já não decidimos tudo, por nós e pelos outros? E agora? Como viver com essa?

Eu e a minha mania de “aprofundar tudo”, não consegui conviver. Tentei de vários jeitos me convencer de que sim, eu lidero a mim mesma. Só que não…e ninguém o faz nesses tempos de cólera (hei Gabriel!), de loucura digital e insensatez covarde. Você realmente acha que se lidera? OK! Sorte a sua!

vidadejovem.com.br

vidadejovem.com.br

Onde quero chegar é naquele momento em que perdemos a rédea, onde jogamos para o alto a flecha, e não para o alvo. Será que ele existe? Seria que ele é liderável, manipulável? Ou mesmo identificável?

As viagens digitais pelos mundos de Facebook , Instagram, blogs, sites mega legais, outros nem tanto, FaceTime, WhatsApps e afins nos elevam à posição de donos do mundo, mas, somos mesmo donos de nós mesmos? As nossas escolhas ainda são nossas? Seguimos 1.237 pessoas no Instagram, e mais um monte nos seguem de volta. Mas lideramos a nós mesmos? Sabemos o que queremos e quem ainda somos, ou já nos perdemos no besteirol eletrônico e viciante?

bligoo.com.br

bligoo.com.br

Manter a concentração e o foco no meio desse aquário digital colorido e piscante nos mostrando 5 mil atualizações por minuto é uma tarefa cada dia mais rara e difícil. Toda desatenção será castigada!!! Imagine para pessoas como eu, que precisam absorver cada segundo de informação, o que nos resta? A loucura, diria.

4md.com.br

4md.com.br

Um líder que se preze se mune de estratégias e planos B, de aceitação de suas dificuldades e pontos fortes. Além de humildade e ousadia. Se mantém altivo em meio à tempestade, forte como a pedra. Mas saberá manter o seu norte neste mundo onde uma boa selfie vale mais do que mil palavras?

A capacidade da auto-liderança é algo indispensável como a luz do sol: sem ela, estamos à deriva. Mas para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve, já dizia Alice no seu País de Maravilhas. E, para finalizar este post de inquietação da alma, cito uma das minhas frases preferidas, do meu amado Sêneca: “Nada é mais importante, portanto, que não seguir como ovelhas o rebanho dos que nos procederam, indo assim não aonde querem que se vá, senão aonde se deseja ir. E, certamente, nada é pior do que nos acomodarmos ao clamor da maioria, convencidos de que o melhor é aquilo a que todos se submetem, considerar bons os exemplos numerosos e nano viver racionalmente, mas sim por imitação.” 

Au revoir!

 

Viajante ou turista?

Você se considera um viajante ou um turista?

Este é um conceito bastante recente, porque hoje em dia está na moda ser “viajante”, o velho e bom turista é termo ultrapassado e cafona, ninguém mais se considera um…

Turistas se apinham em lugares óbvios e cheios de ainda mais turistas, seguindo geralmente um guia com bandeirinha, que fala a língua do grupo e dá “dicas imperdíveis” sobre o que não se pode perder de tal lugar. Um quebra-galho, que adianta a sua vida no caso de um completo desconhecimento do lugar que se está visitando- o que para o viajante, é inaceitável.

Sempre teremos Paris...

Sempre teremos Paris…

Já o viajante foge a milhas de distância de lugares com turistas. E, lembre-se, jamais chame um viajante de turista! Eles escolhem justamente o oposto, procuram mais por experiências do que coisas para comprar. Preferem se enfiar em cantinhos perdidos com pequenos restaurantes locais do que ir no famoso restaurante estrelado do Michelin. Preferem sempre assistir ao pôr-do-sol em algum lugar que ofereça uma vista magnífica da cidade do que ir aos já manjados lugares de sempre, cheios de gente. Os viajantes sentam-se e observam os locais, onde frequentam, o que bebem,  identificam hábitos mais rápido do que você consegue imaginar, e o principal: fazem amigos, aonde quer que estejam!

Dubrovnik- Croácia

Dubrovnik- Croácia

Um viajante sabe extrair o máximo de cada lugar que visita, sente a essência de seu povo, sabe ver a alma da cidade- e aproveita sem limites esta experiência. E geralmente, gasta muito menos do que um turista (que logo procura onde gastar seu dinheiro e lotar a mala). Ele sabe que o que define a essência de uma boa viagem é isso: aproveitar sem ter que para isso gastar os tubos. Frequentemente é convidado por seus novos amigos locais para degustar um jantar típico na companhia de sua família, e em troca oferece suas histórias, compartilha sua expertise em globe trotting e sua gratidão. E para isso, nenhum dinheiro é necessário.

Passeio na madrugada pelo Louvre: sensação de te-lo só para você!

Passeio na madrugada pelo Louvre: sensação de te-lo só para você!

Gasta pouco, pois pretende sempre reinvestir seu dinheiro em mais viagens, mensura o seu sucesso pessoal pelo número de carimbos de países no seu passaporte, orgulha-se de  cada vez levar menos coisas na mala- e cada vez mais coisas na memória.

Certamente um dos lugares mais lindos para mergulhar: Vanuatu, Micronésia

Certamente um dos lugares mais lindos para mergulhar: Vanuatu, Micronésia

Ser um turista, por outro lado, também não é ruim. Pense na Monalisa! Turistas e viajantes anseiam por conhece-la pessoalmente e maravilhar-se com seu ar de mistério e perfeição. Ambos concordam que ficar frente a frente com o Coliseu é uma experiência que todos devem ter na vida. E, certamente, os dois pensam que o topo da Torre Eiffel é um dos lugares para se estar para curar qualquer desilusão amorosa, onde a catarse provocada por aquela vista te dá a noção de que a vida é muito curta para ser desperdiçada em momentos tristes.

Você encontrará muitos turistas e viajantes na sua vida, mas não precisa necessariamente se enquadrar em um dos dois grupos: é possível aproveitar o melhor dos dois. Procure por experiências e cultura local como um viajante, mas também abuse do seu lado turista, visitando lugares óbvios. Eles podem te surpreender também. Quem nunca se arrepiou com a beleza gelada da vista do topo do Empire State em pleno inverno nova-iorquino? E o sentimento bucólico que as estações de patinação do Hotel de Ville de Paris, ou do Rockefeller Center no Natal te oferecem, de bandeja?

Vôo panorâmico pelo Grand Canyon- Arizona

Vôo panorâmico pelo Grand Canyon- Arizona

Seja cafona, faz parte do verbo turistar. Encontre o melhor dos dois mundos! Andar pelas margens do Sena é para todos, turistas ou viajantes!

Mas o principal: viaje, cada vez mais. Invista em sabedoria, cultura in loco, experiências para toda a vida, amizades inesperadas, inspiração. Seja um adepto do Wanderlust! E acima de tudo, não julgue, pois todo mundo teve ou terá seu momento turista!!!!

Au revoir!

Parasailing em Fiji, algo a se fazer na vida se quiser ter na memória algo espetacular e inesquecível

Parasailing em Fiji, algo a se fazer na vida se quiser ter na memória algo espetacular e inesquecível

Sobre summeliers e shrubs

Você já ouviu falar em summelier -sim, com u mesmo?

cupon.es

cupon.es

No Japão, esta é uma das profissões mais na moda do momento. Trata-se de um profissional especializado em vinagres  (provenientes do saquê), capaz de identificar sabores, sugerir combinações e criar novas possibilidades com este ingrediente por vezes subestimado na cozinha. E por lá, vinagre é coisa séria, pois segundo eles, ajuda a realçar o umami dos alimentos.

Um summelier analisa se a acidez está correta, se os sabores se misturam exatamente como deveriam, sugere novas misturas, acompanha as fases de produção, analisa a matéria-prima e atesta a qualidade. Mas acima de tudo, faz a harmonização dos vinagres de saquê com pratos, e o mais legal: com bebidas! Os japoneses o consomem muito no verão, com sucos de frutas e água com gás.

Nos Estados Unidos (onde já há uma cultura um pouco mais abrangente do vinagre), ainda não há oficialmente a profissão de summelier, mas bartenders ligados já estão aderindo à este ingrediente tão versátil e usando-o na criação de novos drinks: shrubs cheios de sabor (limpam o paladar e refrescam).

mdemulher.abril.com.br

mdemulher.abril.com.br

Aqui no Brasil temos poucos vinagres de qualidade, e sua produção ainda é pequena- a demanda não é assim tão alta que justifique um maior investimento. O vinagre sempre foi visto como coadjuvante sem grande importância na cozinha- é só observar os nossos vinagres sem graça de álcool, de maçã, de vinho branco, entre outros.  Mas esta visão felizmente está mudando, e já pegamos emprestado dos italianos o vinagre balsâmico, dos espanhóis o de Jerez, dos japoneses o de arroz e por aí vai.

Em algumas lojinhas de importados, ou no exterior, podemos encontrar vinagres um pouco mais elaborados: de malte e extrato de vinho branco com estragão, vinho com alho, malte puro, de framboesa, de caqui, de champagne, porto, vinho cabernet e outras uvas específicas e mais tantos outros que com certeza ajudarão e muito na elaboração de pratos diferenciados e surpreendentes. Mas o que acho ainda mais interessante é a opção de harmonização que estes summeliers podem oferecer, indicando os pratos que mais trariam à tona os sabores específicos de cada variedade de vinagre.

Como ainda não podemos contar com a expertise desses profissionais, deixo aqui algumas receitas de shrubs (a proporção de cada ingrediente pode sempre ser alterada a gosto)! Aproveite!

Refrescante:

  • 1 colher de sopa de vinagre de arroz;
  • 1 colher de sopa de suco de limão siciliano;
  • água com gás a gosto;

    houstonchronicle.com

    houstonchronicle.com

Elegante:

  • 1 colher de sopa de melaço de romã;
  • 1 colher de sopa de sementes de romã;
  • 1 colher de sopa de vinagre de cabernet;
  • 1 colher de chá de Jerez;
  • água com gás a gosto;

Elaborados:

  • faça um xarope de frutas com vinagre- deixe alguma fruta doce picada (pêssego, nectarina e frutas vermelhas são ótimos) macerando com açúcar e água (use a proporção de 1 medida de água para 1 de açúcar e 1 de vinagre). Deixe macerar pelo menos 3 dias para extrair todos os sabores. Depois, coe a mistura e adicione o vinagre de sua preferência neste xarope- tente exercitar o seu lado “harmonização” para definir o que mais combina.  Se quiser acrescente especiarias como cardamomo, canela, anis, noz moscada, gengibre ou ainda ervas frescas de sua preferência.
  • guarde este xarope em vidro hermético na geladeira e quando quiser usar misture com água, água com gás, infusões suaves, sucos diluídos ou alguma bebida alcoólica de sua preferência (de novo, use as suas noções de harmonização para decidir o que combina!).

Au Revoir!

angrychicken.typepad.com

angrychicken.typepad.com

Conversation meals

Conversa com menu sobre o que conversar!

Você já ouviu falar em “conversation meals“, ou “refeições com conversa”?

Este é um conceito que vem tomando forma nos últimos anos em países como Estados Unidos e Europa, e tem por base promover encontros de conversação entre pessoas que nunca se conheceriam, mas têm vontade de saber mais sobre a comunidade à sua volta e as pessoas que a habitam.

São encontros semanais promovidos por bares, cafés, restaurantes, food trucks e instituições gastronômicas locais oferecendo aos participantes um “menu de conversação”, literalmente.

Você entra, é direcionado a uma mesa aleatoriamente, e encontra nesta mesa um parceiro para conversar juntamente com um “menu de conversação”, com tópicos sobre o que conversar– organizados em entrada, prato principal e sobremesa, de acordo com seu grau de importância e “subjetividade”. Os tópicos são até bem interessantes, e fogem um pouco do que se esperaria encontrar em um início de conversa com alguém que nunca vimos:

  • Na sua opinião, quais as coisas boas e ruins sobre ser bom?
  • O que você mudaria sobre a filosofia humana do amor?
  • Qual a sua história pessoal sobre autoconfiança, e o que ela lhe ensinou?
  • Qual o seu ideal de envelhecimento, e quem poderia lhe ajudar a concretiza-lo?
  • Você pensa que se sente mais em casa agora, no passado ou no futuro?
  • Como você acha que a ambição humana afetou a nossa forma de agir?

As conversation meals geralmente duram uma média de 2 a 7 horas, e às vezes até  ultrapassam o tempo estipulado. O cardápio da refeição em si geralmente é único e oferece um menu completo, justamente para não tirar a atenção dos convivas do que  realmente interessa- a conversa! Durante a falação animada, pratos vão e vêm, e você precisa se empenhar apenas em fazer um novo amigo, além de ouvir o que o seu próximo tem a dizer sobre o mundo na visão dele.

Vienna Coffeehouse- Áustria

Vienna Coffeehouse- Áustria

Este é um conceito que oferece aos mais tímidos a oportunidade de suavemente destravar sua inibição, aos mais falativos a de aprender a ouvir o próximo, aos mais curiosos a de aprender ainda mais sobre a interessantíssima espécie humana e suas infinitas possibilidades. Oferece-nos pessoas novas, energia renovada e troca saudável de diálogo criador, e não apenas o falatório sem fim unilateral ao qual estamos acostumados e já nem reagimos mais. Podemos “calçar os sapatos do outro”, e entender o mundo de maneira diferente. E isto pode ter um grande impacto em nós mesmos e no nosso próprio mundinho interior.

Por trás deste projeto, há  a ideia de se “espalhar amor e amizade”, promover suporte emocional, e aos poucos, mudar a cara de cidades caóticas aonde ninguém mais tem tempo sequer de dar um bom dia ao seu coabitante; além de favorecer a criatividade e a boa iniciativa através de possíveis parcerias entre os participantes.

oxfordmuse.com

oxfordmuse.com

As conversas podem “migrar” para grupos, mas primeiro todos devem conversar uns com os outros separadamente. Não há idade máxima ou mínima para participar, os únicos requisitos obrigatórios são respeito ao próximo e boa vontade em realmente se conectar de maneira positiva com a visão do outro, criando assim um ambiente favorável à troca.

A opinião dos que participam destas conversas é a melhor possível, e a maioria se diz extremamente satisfeita com os resultados. Notaram melhora no convívio social, um aumento no nível de cultura geral, além de conseguirem relativizar os seus próprios problemas- somente ouvindo e analisando as experiências e opiniões de outras pessoas.

Como dizia Sócrates: “se você juntar duas pessoas com pontos de vista e experiências diferentes, o encontro entre eles pode criar algo inesperado e novo.”

Au Revoir!

 

 

Você é uma pessoa NIMBY?

mikewebbthinks.com

mikewebbthinks.com

Você sabe o que é uma pessoa NIMBY? Será que você é uma?
A palavra NIMBY vem do acrônimo da expressão em inglês “Not In My Back Yard” (Não no meu quintal), e define pessoas ou instituições que se opõem a construções, modificações próximas de sua casa, no seu bairro, querendo sempre que tudo permaneça como está.

Esta expressão é originalmente utilizada em Arquitetura/ Urbanismo nos Estados Unidos, mas rapidamente migrou para o mundo corporativo, definindo os executivos resistentes às mudanças, que não sentem necessidade de ir adiante- pois já chegaram ao cargo máximo, querem manter a sua “zona de conforto”. Querem que seus subordinados atinjam metas, tragam resultados, mudem- mas eles continuam lá, com suas fórmulas pré-concebidas, se esforçando para manter o status quo que tanto lhes faz bem.

Esta expressão define muito bem algumas atitudes por aí, com pessoas desesperadamente agarradas ao seu “normal”, “confortável”; e isto às vezes sem perceber. Até querem ou exigem alguma mudança, mas não são capazes de encabeça-las por inércia, insegurança ou teimosia em aceitar novos posicionamentos e opiniões diferentes das suas.

Uma auto-avaliação de condutas, caminhos, atitudes, modos de pensar/ agir pode nos ajudar a identificar se estamos realmente fazendo o nosso melhor naquilo a que nos propomos na vida, seja no lado pessoal ou profissional. Se estivermos tendo uma atitude NIMBY, como podemos mudar isso? Queremos a mudança, mas estamos realmente dispostos a mudar?

Estar aberto às mudanças da vida não é apenas desejável, mas imprescindível. Pessoas adaptáveis são as mais procuradas, as que mais agregam- porque são as que mais aprendem, as que mais “trocam”, e as que mais têm a oferecer- e por isso as mais valiosas. Pessoas com muito conhecimento, mas que não aceitam mudanças nem identificam novos caminhos em tempos de crise não têm gerenciamento estratégico, seja em uma empresa, seja na própria vida.
Então, é tempo de mudar, de agir! AJA agora, mude o que tiver que mudar, procure maneiras de se reinventar sempre, pois no mundo nada é estático. Comece agora, faça acontecer! No seu quintal SIM, pois a vida é energia, é mudança constante.
Se até o aço precisa ser aquecido e forjado para deixar de ser apenas uma barra sem graça, passando pela mudança que o desconstrói, encare essa desconstrução como algo positivo e necessário.
SEJA a mudança que você quer ver no mundo!

Abra a sua janela, quem sabe o que poderá encontrar?

Abra a sua janela, quem sabe o que poderá encontrar?

Au Revoir!

Wanderlust, você sabe o que é?

fernwehandwanderlust.org

fernwehandwanderlust.org

Você sabe o que é Wanderlust?
Já ouviu, mas não tem a menor ideia do que seja?
Conhece alguém ou você próprio é afetado por isto?
Na verdade existem milhões de pessoas que têm Wanderlust e nem sabem. Ou sabem, e justamente por isso se agoniam ainda mais…
A palavra em si vem do alemão wandern (vagar)+ lust (desejo). Por aí você já tem uma ideia.
Sabe aquela sensação de eterno desejo de vagar para qualquer lugar, uma inquietação interna, um siricutico de partir para não sei onde? Pois é…isto é Wanderlust!

weheartit.com

weheartit.com

Uma vontade inata de estar sempre em movimento, sempre vendo, absorvendo a essência do mundo em sua totalidade, algo inexplicável que nos faz ir, sem rumo (ou com), apenas pela vontade de conhecer, de entender, de olhar tudo com novos olhos- ou com os mesmos de maneira diferente, de realmente sentir tudo o que está ao nosso redor. Caminhar rumo ao desconhecido, seja ele geográfico ou não. Pode ser uma busca espiritual, ou filosófica. Autorrealização, encontros, dispersões, corpo e espírito; um desejo incontrolável.
Pode se referir também a um saudosismo de lugares onde já estivemos, e para onde nossa alma sempre deseja voltar. Saudades de sensações, aromas, perfumes, de momentos onde o tempo parou, e que a gente não esquece. Aquele pôr-do-sol inacreditável no porto de Atenas com navios soltando sua bucólica fumaça no ar, a poesia suave inerente à cada ruela de Bruges- ou da Bélgica toda. Uma banda croata tocando sons que você nunca ouviu no chão de mármore de Zadar, as águas de um azul quase melancólico de tão azul do Pacífico visto do céu num pôr-do-sol magnífico, o olhar marcante no rosto vincado e feliz de uma chinesa idosa, aquele passeio nevado e solitário num Central Park lotado, um casal dançando alegremente entre sorrisos em uma praça qualquer…isto é Wanderlust, a vontade eterna de reviver tudo isso, de todas as maneiras possíveis. Ansiar por estas sensações. Antever o momento de partir, sempre.
Como exemplo deste magnífico estado de espírito permanente podemos citar o filme Forrest Gump e sua vontade de correr, apenas correr. Incontrolável, intensa, inadiável. Nisso estava a sua busca, e também toda a sua vida.

globalwhispers7.wordpress.com

globalwhispers7.wordpress.com

Aquela sensação de pertencimento a lugar nenhum, de ter no mundo o seu quintal de casa, de frustração generalizada por perceber-se ainda inerte quando o seu desejo maior seria ir, viajar, conhecer, sair da zona de conforto, da rotina, de sentir nostalgia e sentir a alma, provar a essência de todos os lugares, respirar o mundo a plenos pulmões; disso é construída a vida, a nossa estrada, e é aí onde se encontram todas as respostas.
Tudo o que você mais quer é fazer parte disso, e uma vez que você prove isso, meu amigo, não haverá mais volta!
Para te ajudar a se inspirar sobre o assunto, aí vão algumas frases de célebres companheiros de Wanderlust:

“Nem tudo o que reluz é ouro, e nem todos que vagam estão perdidos.”
J.R.R. Tolkien

rwastell.wordpress.com

rwastell.wordpress.com

“Porque ele não tinha nenhum lugar onde pudesse ficar sem se cansar dele. Porque ele não tinha nenhum lugar para ir a não ser todos os lugares, manter-se andando debaixo das estrelas…”  – Jack Kerouac, On the Road

“Para pessoas como nós, nosso lar é onde não estamos.” – F. Scott Fitzgerald, This side of paradise

“Ela é livre na sua selvageria, ela é errante, como uma gota de água. Ela desconhece limites e não está nem aí para fronteiras. “Tempo” para ela é algo para se lutar contra. Sua vida flui limpa, com paixão, como a água fresca.” – Roman Payne

“Tem essa raça de homens que não se encaixam, uma raça que não consegue parar quieta. Deles é o sangue dos ciganos, e eles não sabem como descansar.” – Robert W. Service

“ Você deve dar tudo para fazer a sua vida tão bonita quanto os sonhos que dançam na sua imaginação.” – Roman Payne

“Pertencer a lugar nenhum é uma bênção e uma maldição, assim como todo o tipo de liberdade.”- Leah Stewart, The myth of you and me

Se inspirou? Então fique ligado, pois falarei de cidades incríveis para você exercitar o seu Wanderlust!

Au Revoir!

 

Curiosidades (parte 4)

Criatividade sem limites!

Criatividade sem limites!

– os homens chineses têm sempre os cabelos bem pretinhos, não importa a sua idade! Os cabelos são sempre pintados, pois se você tiver cabelos brancos, você falhou enquanto figura masculina, não tem a mesma “força” de antes, e não será mais tão homem quanto antes. História engraçada que se encaixa no contexto: meu marido foi, corajosamente, cortar seu cabelo (que possui alguns insistentes fios brancos). Corta daqui e dali, o chinês perguntou algo, ao que ele espertamente respondeu “yes, yes, ok, ok”, sem entender nada. Eis que o nosso amigo chega com uma negra tinta para pintar seus rebeldes fios brancos, ao que ele pulou da cadeira dizendo “me-yo, me-yo” (não, não)… Lição: tenha sempre cuidado com o que vai falar com seu cabeleireiro!
– ainda no assunto “cabelos”, eles têm por hábito raspar os cabelos dos bebês, pois dizem que isso os faz crescer mais fortes;

Imagem: noticias.uol.com.br

Imagem: noticias.uol.com.br

– as mocinhas chinesas consideram depilar a sobrancelha com pinça uma dor absurda, então elas raspam os fios que estão fora do lugar com uma espécie de mini lâmina específica para este fim;

Imagem: ecvv.com

Imagem: ecvv.com

– se os tijolos da Grande Muralha da China fossem enfileirados, dariam duas voltas completas na Terra;

Imagem: en.wikipedia.org

Imagem: en.wikipedia.org

– aqui, quem convida para ir ao restaurante, paga a conta. E não adianta querer ser educado e “rachar”, isso significa o contrário, que você está sendo desrespeitoso com quem te convidou. Você deve retribuir convidando da próxima vez, e não insistindo para pagar sua parte;
– as academias são pouco frequentadas aqui, explico: eles preferem atividades ao ar livre, como alongamentos, tai chi chuan, etc. Quando vão, é somente para uns minutinhos de esteira ou algo do tipo. E geralmente usam dockside, sapatilhas, ou até mesmo chapeuzinhos para andar na esteira com estilo (andar ao contrário também é super normal, trabalha partes diferentes do corpo, eles dizem). E prepare-se para ser copiado em todos os seus movimentos: como eles não têm o costume de ir regularmente como nós, acham o máximo que alguém mostre como usar os equipamentos da musculação. Os homens ficam querendo competir se você (mulher) por acaso levantar mais peso do que eles em algum exercício. E também é super normal fazer caras e bocas, chacoalhando braços e pernas em frente ao espelho, ao invés de realmente fazer o exercício…Não custa tentar! Pelo menos a risada do dia estará garantida, o que sempre é bom!

Imagem: en.wikipedia.org

Imagem: en.wikipedia.org

Chá, patrimônio da China

gfcelebration.com

gfcelebration.com

Um pouco de história

O chá é, sem dúvida, um dos maiores patrimônios imateriais e culturais desta gigante nação, que ao longo do tempo vem somente ganhando força no seu conceito. É a bebida chinesa por excelência, consumida diariamente, a todo momento. Em todos os escritórios e locais de trabalho há fornecimento de água quente para sua preparação.
É sempre oferecido em reuniões de negócios (com tampas em cima das xícaras para evitar perda de calor), dada a sua importância cultural. Nestas ocasiões, o serviço do chá é executado de forma teatral, seguindo as tradições imperiais, e com extrema sincronia. Por isso, a cerimônia do chá chinesa (Kung Fu Cha) virou referência mundial quando o assunto é tradição e savoir-faire.

acessj.com

acessj.com

impressivemagazine.com

impressivemagazine.com

aqualexcgange.coop

aqualexcgange.coop

A “invenção” do chá é atribuída ao imperador Shennong, que há 5 mil anos atrás teria bebido a infusão acidentalmente, quando uma folha de chá caíra em sua xícara de água quente. Durante séculos, foi tratada como bebida medicinal e oferecida em rituais religiosos.
Seu consumo popularizou-se a partir do século III, e durante a dinastia Tang, já era considerado um dos 7 elementos essenciais de uma casa da época (juntamente com fogo, arroz, óleo, sal, molho de soja e vinagre).
Tornou-se imediatamente a bebida da elite erudita imperial. O primeiro tratado escrito sobre cultivo, processamento e consumo data de 760, de autoria de Lu Yu e chama-se Cha Jing- o clássico do chá.
Foi levado por monges budistas para o Japão, onde também desenvolveu-se uma elaborada cerimônia para degustação do chá. Espalhou-se então pela costa leste asiática, chegando finalmente à Inglaterra- onde popularizou-se como bebida nacional e real.
Hoje em dia, consomem-se 3 bilhões de xícaras de chá diariamente. A Índia é o País com maior consumo (25,63%), e logo atrás está a China (25%). Quênia, Sri Lanka (antigo Ceilão) e Turquia também apresentam números expressivos de consumo.
O chá preto é o mais apreciado, com a esmagadora fatia de 82%, logo atrás está o chá verde, com 17%. Chá branco e oolong disputam a preferência, com 0,5% cada.
Na China, a etiqueta aconselha que o convidado deve expressar sua gratidão por fazer parte de uma cerimônia, batendo de leve os dedos indicadores e médio duas vezes na mesa antes de beber o chá.

freysmiles.com

freysmiles.com

Tipos de chás

Os chás originam-se, em sua maioria, de uma única planta, a Camellia Sinensis, que produz as variedades preto, verde, oolong e branco. O que diferencia o seu tipo é o processo de oxidação/fermentação utilizado nessas folhas. De maneira geral, os chás para saquinhos se originam de folhas de menor qualidade, processadas por máquinas. Os de maior qualidade são processados manualmente, e se destinam a apreciadores/pontos de venda de chás a granel.

Plantação de Camellia Sinensis no Ceilão (ceylonblacktea.com)

Plantação de Camellia Sinensis no Ceilão (ceylonblacktea.com)

Vejamos os tipos mais interessantes e consumidos na China:
Chá preto (também chamado de chá vermelho aqui): chá mais forte, com mais cafeína. Os mais famosos são os indianos Darjeeling, Ceilão e Assam, e o chinês Keemun;
Chá verde: bastante consumido por ter propriedades antioxidantes, passa por uma rápida oxidação em suas folhas, e mantém as características naturais da Camellia Sinensis, como cor e sabor marcante;
Chá oolong (conhecido como chá verde azulado na China): oxidação entre o preto e o verde, chá incorpado e de sabor marcante, podendo revelar notas adocicadas no final;
Chá branco: chá proveniente de folhas muito jovens, em forma de botões, que ainda não sofreram o efeito da oxidação, nem a ação da clorofila. Sabor delicado e suave, que oferece ainda mais antioxidantes que o chá verde;
Chá Earl Grey: nome dado a qualquer tipo de chá aromatizado com óleo essencial de bergamota, sendo mais comumente utilizado o chá preto. A primeira receita elaborada em escala comercial para este chá foi feita pela tradicional marca britânica Twinings (que leva notas do precioso Lapsang Souchong, vide abaixo);
Chá Pu-ehr: o mais apreciado da China, é inclusive catalogado em sua produção, recebendo o status de vinho. Trata-se de um chá duplamente fermentado e envelhecido, podendo ter até mais de 50 anos. E o chá utilizado na cerimônia tradicional do chá- Kung Fu Cha. Geralmente encontrado em tijolos (prensa densa de chá);
Chá amarelo (também conhecido como Chong Cha): chá de alta qualidade, era o chá da corte imperial. Obtido através de uma secagem mais demorada das folhas, que repousam até amarelarem. Bastante apreciado na China, e indicado pela medicina tradicional chinesa para lidar com o calor do corpo, e também para abrandar sintomas da gripe;
Chá Lapsang Souchong (província de Fujian): chá preto defumado, seco com fogueiras de pinho. Considerado particularmente raro, pois sua produção é pequena. Muito apreciado na China, e também no Ocidente.

wisegeek.com

wisegeek.com

Os chás produzidos fora da China utilizam a região produtora como nome: Ceilão, Assam, Darjeeling (tipo um D.O.C. de vinhos).
Curiosidade aromática: o chá de jasmim é produzido depositando-se flores de jasmim sobre as folhas de chá prontas para o processo de oxidação; o que confere a este saboroso chá o aroma marcante desta flor! Na China, inclusive, utiliza-se muito este processo de aromatizar chás, adicionando flores secas perfumadas, pétalas de rosas e o que mais quiser a infusão com o chá.

complexitea.net

complexitea.net

A cerimônia do chá

A importância do chá é celebrada nestas cerimônias, evocando o espírito de paz, respeito, harmonia e pureza. Eram inclusive parte de celebrações de rituais de enterros de imperadores e familiares.
Inicialmente era chamada de “cha dao” ou “forma de chá”. Há seis aspectos a se considerar para uma cerimônia bem sucedida:
– atitude, que deve ser de confiança e felicidade, calma e descontração;
– seleção do chá, que deve ter fragrância, forma e sabor, contar uma bela história e ter “nome”;
– seleção da água, que deve ser pura e cristalina, para não influenciar no sabor e aroma da infusão;
– seleção do bule, que deve ser capaz de reter o calor; deve haver uma correta seleção do tipo de louça, levando em consideração o tipo de chá. Este recipiente onde o chá irá repousar deve ser previamente escaldado, além de ter uma beleza simplista, para não distrair a atenção da degustação;
– ambiente calmo, pacífico, confortável e tranquilo, com peças de arte que evoquem a atmosfera de prazer de uma verdadeira degustação;
– técnica ao servir, que deve incluir conhecimento sobre o que será servido, e principalmente graça e delicadeza nos movimentos.

chinadaily.com.cn

Algumas outras etapas devem ser observadas, como não agitar o bule durante sua preparação, e a temperatura da água, que deve ser no ponto de ebulição para a maioria dos chás. Os mais delicados, como Darjeeling e branco, assim como os mais raros, devem receber uma temperatura entre 80 a 85 graus celsius.
Aditivos como mel, leite, açúcar, limão e geléia de frutas (muito utilizadas aqui na China, são produzidas para este fim) são aceitos. O leite serve para amenizar o sabor tânico de chás mais encorpados, e deve ser utilizado frio e em pouca quantidade. Os apreciadores dizem que se deve adicionar o chá ao leite, e não o contrário, pois assim se obtém uma emulsão de melhor sabor, evitando o escaldamento.

Como podemos perceber, o mundo dos chás é um mundo à parte, de possibilidades e sabores infinitos. Um mundo que evoca história, rainhas, imperadores, cortes reais, cerimônias tradicionais de delicada beleza e suavidade, trazendo de volta a época de ouro das dinastias chinesas, com sua imponência e opulência. Como podem perceber, uma simples xícara de chá tem o poder de nos unir em sentimentos parecidos, trazendo ainda benefícios para a saúde e serenidade para a alma. Depois disso, eu não encararei jamais uma xícara de chá da mesma maneira…procure explorar e conhecer mais, ir além do sabor, degustar o conhecimento! Boa jornada!

“Há uma grande porção de poesia e sentimento em um baú de chá.” – Ralph Waldo Emerson

Au revoir!

Tea, heritage of China

gfcelebration.com

gfcelebration.com

A little history

The tea is, no doubt, the most important immaterial and cultural heritage of this giant nation, and along time has only gaining force on its concept. It is the chinese drinking for excellence, enjoyed daily, no matter where nor when. Every office and work place has its own water heating stuff.
It’s always offered during business meetings (with a lid on it to prevent the water from loosing heating), by its cultural importance. On these occasions, the tea service is executed on a theatrical way, following the imperial traditions, and with extreme synchronicity. Due to that, the chinese tea ceremony (Kung Fu Cha) has become a reference when it comes to tradition and savoir-faire.

acessj.com

acessj.com

impressivemagazine.com

impressivemagazine.com

aqualexcgange.coop

aqualexcgange.coop

The “invention” of tea is attributed to emperor Shennong, that 5 thousand years ago had drink accidentally an infusion, when a leaf of tea has fallen inside its cup of hot water. During centuries, it was treated as a medicinal drink and offered in religious rituals.
Its consumption had become popular from the third century on, and during the Tang dynasty, was already one of the 7 essencial elements that a house of that period should have, together with fire, rice, salt, oil, soya sauce and vinegar.
It immediately became the official drink of the erudite imperial elite. The first treaty written about its cultivation, processing and consumption dates from the year of 760, signed by Lu Yu, called “Cha Jing- The classic of tea”.
It was taken to Japan by budist monks, where had been developed a very elaborate ceremony for tea tasting as well. It then got spread all over the east asian coast, and finally reached England- where it became popular as a royal national drink.
Nowadays, more than 3 billion cups of tea are consumed each day worldwide. India is the country with the biggest consumption (25,63%), closely followed by China (25%). Kenia, Sri Lanka (former Ceylon) and Turkish also have very expressive numbers on the tea consumption.
Black tea is the most enjoyed, with the huge piece of 82% of the preference, followed by green tea, with 17%. White tea and oolong tea share the preference with 0,5% each.
In China, the etiquette rules say that you should show your gratitude for being invited for this ceremonies, by tapping your index and medium finger together on the table twice, before tasting the tea.

freysmiles.com

freysmiles.com

Varieties of tea

The teas are originated, on its most, from one plant, Camellia Sinensis, that produces the varieties of black, green, oolong and white tea. What distinguishes them is the process of oxidation/fermentation used on the leaves. In general, teabags are produced with low quality leaves, and machine processing. The high quality leaves are processed manually, and are intended for connoisseurs/loose tea stores.

Camellia Sinensis plantation in Ceylon (ceyloblacktea.com)

Camellia Sinensis plantation in Ceylon (ceyloblacktea.com)

Let’s check which are the most interesting and appreciated in China:
Black tea(also called red tea here): stronger tea, with more caffeine. The most famous are the indians Darjeeling, Ceylon and Assam, and the chinese Keemun.
Green tea: highly consumed by its antioxidant properties, goes though a fast oxidation on the leaves, and keeps the natural characteristics of the Camellia Sinensis, such as color and intense flavour.
Oolong tea (known as greenish blue tea in China): oxidation between the black and green, dense tea with a remarkable taste, most likely to reveal sweet notes in the end.
White tea: originated from very young leaves, button shaped ones, that hasn’t suffered the action of oxidation or chlorophyll yet. Delicate flavour, offers even more antioxidants than the green tea.
Earl Grey tea: given name to any kind of tea that is aromatised with bergamot oil, but the most commonly used is the black tea. Its first recipe in commercial scale was produced by the traditional british brand Twinings (this one carries notes of the precious Lapsang Souchong, see above).
Pu-ehr tea: the most appreciated tea in China, it’s even catalogued during its production, receiving a wine status. We talk about a double fermentation and ageing tea, even reaching more than 50 years old! It is the tea of the tradicional chinese tea ceremony. Usually found in blocks (thick press of tea).
Yellow te (also known as Chong Cha): high quality tea, it was the imperial court tea. Obtained through a very slow drying of the leaves, that rest until getting yellow. Highly appreciated in China, and very used in tradicional chinese medicine to deal with body heating and cold symptoms.
Lapsang Sauchong tea (Fujian province): smoked black tea, dried with pine fire. Considered particularly rare, because its production is really small. Very appreciated in China and the rest of the world as well.

wisegeek.com

wisegeek.com

The teas produced outside China use origin region as name: Ceylon, Assam, Darjeeling, just like “D.O.C.” on wines.
“Aromatic” curiosity: jasmine tea is made by landing jasmine flowers above the tea leaves ready for the oxidation process; what offers this tasty tea the remarkable scent of the flower! By the way, in China, is very common to aromatise infusions by adding rose petals, scented dry flowers and more else to the tea pot.

complexitea.net

complexitea.net

The ceremony of tea

The importance of tea is celebrated during this ceremonies, evoking the spirit of peace, respect, harmony and purity. They were even part of the funeral rituals of the former emperors and their families.
At first, it was called “cha dao”, or “tea form”. There are six aspects to consider when performing one of this ceremonies:
– attitude, that must inspire confidence and happiness, calm and relaxation;
– selection of tea, that must be fragrant, have form and flavour, tell a beautiful story and have a “name”;
– selection of water, must be pure and crystalline, so it won’t influence on the flavour and scent of the infusion;
– selection of the pot, that must retain the heat, and must be chosen correctly considering the variety of tea. This recipient where the tea will doss must be previously scalded, besides having a simplicist beauty, to not distract one from the tasting;
– calm ambiance, comfortable, peaceful, with art work that evoke the atmosphere of pleasure of a true tasting;
– technique on serving, that must include knowledge about what’s being served, and mainly, grace and delicacy on the movements.

chinadaily.com.cn

chinadaily.com.cn

Some tips must be observed as well, like not shaking the pot when preparing the infusion, and water temperature, that must be boiling point for most of them. The most delicate teas, like Darjeeling and white, as well as the rarest ones, must receive a temperature between 80-85 celsius.
Aditives like honey, milk, sugar, lemon, fruit jam are well accepted. The milk can help reducing the tannic flavour of some stronger teas, and must be used in ambient temperature and few quantity. The connoisseurs say that we must add tea to the milk, and not the opposite- that way we obtain a better flavour emulsion, avoiding the over heating.

As we can notice, there is a whole world out there when talking about teas, a world of possibilities and infinite flavours. A world that evoke history, queens, emperors, royal courts, tradicional ceremonies of delicate beauty and tenderness, bringing back the golden era of chinese dynasties, with all its imposingness and opulence. As you can see, a simple cup of tea has the power of joining us all in similar feelings, bringing benefits for the body and soul. After all this, I will never face a cup of tea the same way again…try to explore and learn more about, go beyond the flavour, taste the knowledge! The opportunities are endless!! Good journey!

“There is a great deal of poetry and fine sentiment in a chest of tea.” Ralph Waldo Emerson

Au revoir!