Conversation meals

Conversa com menu sobre o que conversar!

Você já ouviu falar em “conversation meals“, ou “refeições com conversa”?

Este é um conceito que vem tomando forma nos últimos anos em países como Estados Unidos e Europa, e tem por base promover encontros de conversação entre pessoas que nunca se conheceriam, mas têm vontade de saber mais sobre a comunidade à sua volta e as pessoas que a habitam.

São encontros semanais promovidos por bares, cafés, restaurantes, food trucks e instituições gastronômicas locais oferecendo aos participantes um “menu de conversação”, literalmente.

Você entra, é direcionado a uma mesa aleatoriamente, e encontra nesta mesa um parceiro para conversar juntamente com um “menu de conversação”, com tópicos sobre o que conversar– organizados em entrada, prato principal e sobremesa, de acordo com seu grau de importância e “subjetividade”. Os tópicos são até bem interessantes, e fogem um pouco do que se esperaria encontrar em um início de conversa com alguém que nunca vimos:

  • Na sua opinião, quais as coisas boas e ruins sobre ser bom?
  • O que você mudaria sobre a filosofia humana do amor?
  • Qual a sua história pessoal sobre autoconfiança, e o que ela lhe ensinou?
  • Qual o seu ideal de envelhecimento, e quem poderia lhe ajudar a concretiza-lo?
  • Você pensa que se sente mais em casa agora, no passado ou no futuro?
  • Como você acha que a ambição humana afetou a nossa forma de agir?

As conversation meals geralmente duram uma média de 2 a 7 horas, e às vezes até  ultrapassam o tempo estipulado. O cardápio da refeição em si geralmente é único e oferece um menu completo, justamente para não tirar a atenção dos convivas do que  realmente interessa- a conversa! Durante a falação animada, pratos vão e vêm, e você precisa se empenhar apenas em fazer um novo amigo, além de ouvir o que o seu próximo tem a dizer sobre o mundo na visão dele.

Vienna Coffeehouse- Áustria

Vienna Coffeehouse- Áustria

Este é um conceito que oferece aos mais tímidos a oportunidade de suavemente destravar sua inibição, aos mais falativos a de aprender a ouvir o próximo, aos mais curiosos a de aprender ainda mais sobre a interessantíssima espécie humana e suas infinitas possibilidades. Oferece-nos pessoas novas, energia renovada e troca saudável de diálogo criador, e não apenas o falatório sem fim unilateral ao qual estamos acostumados e já nem reagimos mais. Podemos “calçar os sapatos do outro”, e entender o mundo de maneira diferente. E isto pode ter um grande impacto em nós mesmos e no nosso próprio mundinho interior.

Por trás deste projeto, há  a ideia de se “espalhar amor e amizade”, promover suporte emocional, e aos poucos, mudar a cara de cidades caóticas aonde ninguém mais tem tempo sequer de dar um bom dia ao seu coabitante; além de favorecer a criatividade e a boa iniciativa através de possíveis parcerias entre os participantes.

oxfordmuse.com

oxfordmuse.com

As conversas podem “migrar” para grupos, mas primeiro todos devem conversar uns com os outros separadamente. Não há idade máxima ou mínima para participar, os únicos requisitos obrigatórios são respeito ao próximo e boa vontade em realmente se conectar de maneira positiva com a visão do outro, criando assim um ambiente favorável à troca.

A opinião dos que participam destas conversas é a melhor possível, e a maioria se diz extremamente satisfeita com os resultados. Notaram melhora no convívio social, um aumento no nível de cultura geral, além de conseguirem relativizar os seus próprios problemas- somente ouvindo e analisando as experiências e opiniões de outras pessoas.

Como dizia Sócrates: “se você juntar duas pessoas com pontos de vista e experiências diferentes, o encontro entre eles pode criar algo inesperado e novo.”

Au Revoir!

 

 

Advertisements

Você é uma pessoa NIMBY?

mikewebbthinks.com

mikewebbthinks.com

Você sabe o que é uma pessoa NIMBY? Será que você é uma?
A palavra NIMBY vem do acrônimo da expressão em inglês “Not In My Back Yard” (Não no meu quintal), e define pessoas ou instituições que se opõem a construções, modificações próximas de sua casa, no seu bairro, querendo sempre que tudo permaneça como está.

Esta expressão é originalmente utilizada em Arquitetura/ Urbanismo nos Estados Unidos, mas rapidamente migrou para o mundo corporativo, definindo os executivos resistentes às mudanças, que não sentem necessidade de ir adiante- pois já chegaram ao cargo máximo, querem manter a sua “zona de conforto”. Querem que seus subordinados atinjam metas, tragam resultados, mudem- mas eles continuam lá, com suas fórmulas pré-concebidas, se esforçando para manter o status quo que tanto lhes faz bem.

Esta expressão define muito bem algumas atitudes por aí, com pessoas desesperadamente agarradas ao seu “normal”, “confortável”; e isto às vezes sem perceber. Até querem ou exigem alguma mudança, mas não são capazes de encabeça-las por inércia, insegurança ou teimosia em aceitar novos posicionamentos e opiniões diferentes das suas.

Uma auto-avaliação de condutas, caminhos, atitudes, modos de pensar/ agir pode nos ajudar a identificar se estamos realmente fazendo o nosso melhor naquilo a que nos propomos na vida, seja no lado pessoal ou profissional. Se estivermos tendo uma atitude NIMBY, como podemos mudar isso? Queremos a mudança, mas estamos realmente dispostos a mudar?

Estar aberto às mudanças da vida não é apenas desejável, mas imprescindível. Pessoas adaptáveis são as mais procuradas, as que mais agregam- porque são as que mais aprendem, as que mais “trocam”, e as que mais têm a oferecer- e por isso as mais valiosas. Pessoas com muito conhecimento, mas que não aceitam mudanças nem identificam novos caminhos em tempos de crise não têm gerenciamento estratégico, seja em uma empresa, seja na própria vida.
Então, é tempo de mudar, de agir! AJA agora, mude o que tiver que mudar, procure maneiras de se reinventar sempre, pois no mundo nada é estático. Comece agora, faça acontecer! No seu quintal SIM, pois a vida é energia, é mudança constante.
Se até o aço precisa ser aquecido e forjado para deixar de ser apenas uma barra sem graça, passando pela mudança que o desconstrói, encare essa desconstrução como algo positivo e necessário.
SEJA a mudança que você quer ver no mundo!

Abra a sua janela, quem sabe o que poderá encontrar?

Abra a sua janela, quem sabe o que poderá encontrar?

Au Revoir!