Arte…O que é isso?

Pois é, tema complexo…e que na verdade nunca passa pela cabeça de seres ocupados e que vivem sua nada mole vida diariamente como nós. Passa?
Esta pergunta eu me fiz durante um passeio em família ao Centre Pompidou (Paris), onde com certeza estão algumas das polêmicas exposições de arte contemporânea da atualidade.

Cultura por menos de 20 euros!

Cultura por menos de 20 euros!


Quando determinada obra vira arte? Tudo pode ser arte? O que não é de jeito nenhum? Se eu produzir coisas com minhas mãos, pode ser considerado arte? Até onde se pode ir neste quesito?
Me perguntei isso muitas vezes, ao me daparar com obras digamos, muito subjetivas. Com certeza quem as fez teve um propósito bem certo. Mas e nós? Acertamos na correta interpretação de tamanha magnitude?
Por exemplo, certa vez no Museu Reina Sofia (Madri) pude observar uma parede branca com um buraco de rato vazado na parede, no mais perfeito estilo Tom & Jerry. Estou até agora na certeza de que não soube interpretar tudo aquilo que o artista quis passar (…).
No Pompidou, estava tendo uma exposição do artista venezuelano Jesús Rafael Soto (1923-2005), muito proeminente na Europa dos anos 1950-60. Ele defendia que uma obra deve ser sentida, experimentada. O espectador deve se integrar a ela, e para isso oferece uma obra que interroga o movimento, o tempo e o espaço a sua volta. Durante esta mostra, que nos ajuda a entender um pouco seu percurso pelo universo da arte, uma de suas obras mais visitadas foi justamente uma que nos permite sentir de perto todo seu talento: Cube Pénétrable, de 1996- um cubo de alumínio suspenso com tiras enormes de resina, onde podemos entrar e apreciar de perto a obra do artista.
Cube Pénetrable- Jesús Rafael Soto

Cube Pénetrable- Jesús Rafael Soto


A arquitetura e toda sua forma e sentido também se fazem presentes neste mundo paralelo: projetos (Neutelings Riedijk Architecten), móveis (Le Corbusier, para prestigiar o talento nacional…), e até mesmo acessórios (caso do tapete Circular Rug, de Eileen Gray, apresentado inclusive com um pequeno “croquis” desenhado por sua ilustre criadora).
Circular Rug- Eileen Gray

Circular Rug- Eileen Gray


A conclusão a que chego: o que vale mesmo é desenvolver o senso crítico que a observação da arte nos proporciona, em todo seu contexto geral. Cada um interpreta algo de sua maneira, e com a arte não poderia ser diferente… Com este consumo do universo artístico, seja ele de que tipo for, desenvolvemos nossa sensibilidade e, principalmente, nossa imaginação, por vezes tão cansada e sem paciência com este nosso mundinho tão estressante e fútil.
Delicadeza e suavidade podem significar um universo para quem souber perceber suas nuances!
E para você, O QUE E ARTE???
Sofa, Verner Panton

Sofa, Verner Panton


Ernesto Neto, 1964

Ernesto Neto, 1964


TheVeryMany, Marc Fornes

TheVeryMany, Marc Fornes

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