Estrangeiros na China


Ser um estrangeiro na China hoje em dia até que não é tarefa das mais difíceis- em lugares com maior concentração de “como nós”… já aqui na cidade onde moramos, Tianjin (que é a 5a maior da China em número de habitantes), e com certeza em lugares ainda mais para o interior, a coisa muda um pouco de figura. A hostilidade é digamos, levemente onipresente.
Bom, antes de continuar, vamos ver de onde vem essa relação de amor e ódio: na história recente da China, muitos países fizeram sua ocupação por aqui (e causaram obviamente a desapropriação de territórios importantes para eles)- Portugueses em Macau, Ingleses em Hong Kong, Alemães em Shandong, Japoneses nas províncias do Norte, etc. Até mais atrás ainda, em 1600, Europeus ocuparam um pedaço de Shangai, não permitindo nem mesmo a presença de chineses nestes territórios. O que provocou, logicamente, uma hostilidade geral aos estrangeiros, que foi passando de geração em geração. Mas estas invasões acabaram dando força ao Comunismo, que “pegou de volta” o que era seu por direito. E mantiveram seu País “fechado” por mais de 20 anos!</p
Foi também nesta época que recebemos nossos apelidos: “diabos de fora”, Lao Wai em Mandarim, ou “narigões”, Gui Lao em Cantonês. Hoje ainda se conhecem/usam estas palavras, que querem dizer simplesmente: estrangeiro!

Há aproximademante, hoje, mais de 400.000 estrangeiros em toda a China, mas há também chineses das províncias do interior que nunca viram um de nós na vida!!!

Há muitos chineses que não gostam de estrangeiros, e posso fazer uma ideia da razão: nós, eventualmente, conseguimos mais coisas do que eles pelo mesmo preço, obtemos melhor tratamento por parte de vendedores/atendentes, geralmente moramos em lugares melhores, ganhamos um maior salário para fazer o mesmo trabalho, e tudo isso dentro do País deles!!! Há chineses que fazem questão de mostrar seu repúdio: cospem no chão bem quando você está passando, tentam te enrolar no táxi (mas quanto a isso nem acho estranho, no Brasil isso é prática comum), cobram muito mais do que cobrariam de um chinês, fazem cara de paisagem quando você, eventualmente, precisa de ajuda…etc. Mas isso também não pode ser generalizado, pois há sempre a distinção individual.

Apesar de toda essa hostilidade, há também muita curiosidade envolvendo estrangeiros: eles olham ostensivamente para dentro do seu carrinho de compras, querem opinar até na marca de amaciante que você escolhe, e se você tem um bebê então, prepare-se!!! Nunca mais conseguirá ir a lugar nenhum sem ser praticamente encurralado, seguido, parado, desviado do seu caminho, por muitos chineses querendo ver e tirar foto do bebê! Chega a ser extremamente irritante, pois nada é assim, fácil. Até uma simples comprinha vira uma missão impossível, pois no momento em que você está decidindo (tentando decifrar as letrinhas da embalagem) qual marca de pastilha de limpeza pesada para o ralo é a melhor opção, você olha para o lado, onde está o carrinho da criança e voilá: há pelo menos umas 3 mulheres em volta tentando encostar na mãozinha, dando tchauzinho, falando mil coisas em chinês, e principalmente, horrorizadas com o fato de ela ter brinco na orelha, sendo que não tem nem um ano de idade (aqui elas colocam brinco somente quando grandes, pois blablabla que alguma tentou me explicar em “chinglês”- e fiz que sim com a cabeça mas só entendi este começo) !!!!
Apesar desse amor todo em relação a bebês estrangeiros, o fato de tentar parar um táxi com este olho puxado que Deus não me deu, e um carrinho de bebê é a sua garantia de não conseguir nenhum!!!! Um deles inclusive parou (pois quem o chamou foi um funcionário de um hotel em um bairro estrangeiro de Pequim), mas quando viu 4 estrangeiros com um bebê e um carrinho arrancou com a porta aberta e tudo!!!! Detalhe: estava chovendo muitíssimo neste dia!!!! Tente imaginar minha cara de monge budista de férias neste momento, quando já estava toda molhada com uma criança no colo… mas enfim, vamos trabalhar a serenidade, pois o Tibet é aqui perto(se é que a palavra perto ainda existe no meu dicionário), e temos o dever moral de absorver algo…mmmmmmmmmmmmmm…

Táxis, por exemplo, quando resolvem que não gostam de você, ou não entendem para onde você quer ir no meio da corrida, param o carro aonde estão, e fazem sinal para você descer, tipo “sai agora, sai, sai, sai”. E então, xingando até, você humildemente sai. A tiazinha (Fuli Hua é o nome dela) que me ajuda lá em casa, é uma figura bem carismática, e na nossa linguagem universal de mímica, nos entendemos perfeitamente quando o assunto é pano de chão, louças e Mr. Músculo! Ela pertence a classe dos que não odeiam nem um pouco os estrangeiros. E, assim como ela, tantos outros que nos acolheram, oferecendo sempre o seu melhor (incluo nesta lista uma senhora que me ajudou a descer o carrinho na escada sem eu nem pedir, vendo a minha cara de desespero).Isso chama-se humanidade! E para isso não há linguagem específica!

Tudo bem que a língua também não ajuda muito na questão amar estrangeiros, pois eles não falam inglês (na maioria), e nós quando falamos, é bem básico. Então, porque preferir um estrangeiro ao seu próprio compatriota? Minha intenção não é generalizar comportamento ou ditar tendências de. Estou apenas dando um tom tragicômico (bem característico da minha pessoa) a este assunto, que considero muito interessante e enriquecedor. Relações interpessoais, sejam elas de que tipo forem, sempre têm a acrescentar, nem que sejam risadas…E não esqueça jamais de que nunca nada será impossível para o Google Translator!!! Até logo, estrangeiro!

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Foreigners in China


Being a foreigner in China nowadays is not such a difficult task- in places with a big concentration of “same types”…but here in Tianjin (is the 5th biggest city in China, in number of inhabitants), where we
live, and for sure in places even more to the countryside, the scenery is a bit different. And the hostility is, let’s say, a bit omnipresent.
Well, before continuing, let’s analyze where this love and hate relationship comes from: in recent History of China, many countries have made its occupations here (and have obviously caused the expropriation of many important territories for them)- Portuguese in Macau, English in Hong Kong, German in Shandong, Japanese in the North Provinces, etc. Even far behind, in the 1600’s Europeans occupied a part of Shanghai, not allowing even the presence of any Chinese person on these territories. That has provoked, of course, this hostility to the foreigners, that’s passed generation after generation. But this invasions gave a hand to the Communism, that “took back” what was its by right. And they kept his Country “closed” for more than 20 years!
By this time we were also given our nicknames: “Foreign devils”, Lao Wai in Mandarin, and “big noses”, Gui Lao in Cantonese. Nowadays people still know/use this words, that means merely: foreigner!

There are approximately more than 400.000 of foreigners in China, but there are also people from outside mainland of China that have never seen one of us in life!

There are lots of Chinese that dislike foreigners, and I have a clue why: we, eventually, have more things for the exact same price than theirs, we obtain a better treatment from salespersons/waiters, we usually live in better places, we receive higher incomes for equal jobs, and all that inside their Country!!!! There persons that insist on showing their rejection: spit on the floor when you’re passing, try to stalling you on the taxi (I’m used to this in Brazil, but still not nice), charge you a lot more than normally would to a Chinese, make “landscape faces” when you’re obviously needing help…etc. But this also can’t be generalized, because there’s always the individual distinction.

Despite all this hostility, there are also lots of curious things involving foreigners: they look ostensibly towards inside your cart in the market, wanting to palpitate even on which softener brand you choose, and if you have a baby then, get prepared!!! You’ll never be able to go anywhere without feeling hemmed in, followed, stopped, deflected of your way, by many of them wanting to see and take pictures of the baby! It’s extremely irritating, because nothing anymore is that easy.Even a little walk to the supermarket turns to be a mission impossible, as you’re trying to decide (decipher that letters on the package) which drain cleansing tablets brand is the best option, you look towards the stroller and voilá: there are at least 3 women around trying to touch the little hand, saying byebye’, saying a lot in Chinese, and mainly, horrified by the fact she has already earrings being less that one year old (here they put earrings only later because blablabla something, that one of them tried to teach me, but I only understood the beginning)!!!!!
Despite all the love for foreign babies, the fact of trying to hail a taxi with these slit eyes that God didn’t gave me, and a baby stroller is the warranty that you’re about to get none!!!! One cab even stopped (called by the hotel employee in a foreigner district in Beijing), but when he saw 4 foreigners with a baby and a stroller, he ran out with the doors still open!!!!!! Relevant detail: it was raining a lot that day! Try to imagine my “on vacation budist monk” face, already wet and with a heavy baby in my arms…but whatever, let’s work on the serenity issue, as Tibet is not far from here (don’t think this word belongs to my dictionary anymore), we have the moral duty to absorb something….mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm….

The language is not very helpful as well on the loving foreigners issue, because they don’t speak English, mostly, and us, when do, is the very basics. Then, why to prefer a foreigner rather than your own compatriot?
Taxis, for example, when they decide they don’t like you, or do not understand where you wanna go, they simply stop wherever they are and tell you to get out, just like “get out, go, go, go”. And you, cursing as further as you can go, humbly get out then. The little lady (Fuli Hua is her name), that helps us there in my house, for example, is a very charismatic individual; and in our universal language of mimics, we understand perfectly to each other when the subjects are cleansing cloths, dish wares and Mr. Muscle! She is from the group that doesn’t hate foreigners, not even a little. And, as like her, a lot of them have welcomed so truly, always offering their best (and on this list I include a lady that helped me go down the stairs with the stroller without having said a word, only by noticing my despair face). That is called humanity! And for that, not a specific language is required!
lindo- programadeliguasestrangeiras.wordpress.com
My intention is not generalizing behaviors or dictating trends of them. I’m only giving a tragicomic tone (so me!) to this subject, that I consider a very interesting and enriching one. Interpersonal relationships, whatever its types are, have always something to add, even a lot of laughter…And never ever forget something: nothing is never gonna be impossible for Google Translator! Farewell, foreigners!

…the food!!!!

Ok, the food is a very interesting chapter here in China; and you can imagine why…right? Before coming here,chinese food for me was all about yakisobas, chop sueys and similars. I never got really into the issue…But I have to confess:that was my bigger apprehension (maybe because of my 11 months baby), and still is! Because its’s closely related to another difficulty- the language, already exposed HERE.

Fruits forever????

Fruits forever????


How to order a plate of which you don’t have the faintest idea what the main ingredients are? And, if you do know what are they, but are too spicy (like everything in chinese food)? How to say “no pepper”? And what if the meat is not exactly the kind you eat? What’s this vegetable? And this mushroom, is it the “enchanted” type? And NOW WHAT????????
Something unknown at Mc Donald's

Something unknown at Mc Donald’s

There are many worldwide known fast food chains- Mc Donald’s( and its wonderful sundae with a delicious topping of…green beans!!!), Pizza Hut(that has a very chinese menu), KFC (they love fried chicken, BTW they love fried everything), Burger King..that’s when you think: “Ok, I’m guaranteed!”. Right? Noooooo!!!!
Who can have these foods everyday? Well, me and my family certainly not. What to do then? To prioritize green stuff, bread and biscuits? That’s what I tried to do at the very beginning, when I had appetite for nothing and suspected from everyone and everything, when it came to food…It is a good tactics, indeed, but’s not all. What to eat then?
Always better to cook at home!

Always better to cook at home!


Cherry-tomates here are fruits (yeah, I know that actually they are fruits, but we don’t usually eat them like ones). It was, by the way, on the top of my birthday cake!!!!! Made of… fruits!!!!!!
I present you my very own cherry tomato topping birthday cake!!! Don't be jealous...

I present you my very own cherry tomato topping birthday cake!!! Don’t be jealous…


But drinking stuff, like juices, teas (delicious, I intend to show in the future the correct chinese way to prepare them) and coffee, in general are good. There are good bakeries and coffee stores all over (including Starbucks).
Wanna try?

Wanna try?


In typical chinese food (cantonese food) places, there is plenty of food. But the problem is always knowing what’s on the plate, EXACTLY. There is this cantonese citation that says: “Whatever animal that can turn its face to the sun can be eaten.” I prefer not to comment this statement! There are people who like it: good for you, you’ll love the diversity of the chinese food!!!
I played the leading role in a lots of “running with obstacles” episodes to the bathroom (I, on a bad luck wave, was always away from home…), all due to this amazing diversity!
Their seasonings are always very spicy ones, and there is this flavour everywhere (that later generates this wonderful smell in everyone that gets closer to you wherever you go!), taht I’m not abel to identify its components: maybe cumin, lots of sesame oil, and some more unidentified items. Soy sauce is a onipresent (as fried stuff), and the salt is generally that monosodium glutamate- that needs a biger quantity to rally salt (and a still bigger quantity of water to drain the thirst it generates!). The breakfast looks like a lunch, on the best “yesterday food” style, accompanied by tea (of course! what did you think????).
There are also the dumplings, but take care about the filling…
And finally the delicacies: sea cucumber, chicken’s feet, pork testicles (these are sold regularly, like everyday appetizers), Beijing’s duck (typical plate), black chicken, mini dried shrimps, frog, shark’s fin, lizard, cow’s paw, and much more. Is your mouth watering yet? Come on, don’t lie!!!
A very interesting promenade is certainly be the visit to the Wangfujing Market by night, that show delicious delicacies, such as grilled sea horse, scorpions, silkworm, snakes, and viscus in general… but this is gonna be the Grand Finale of the food series!
A very common situation here is someone to carry its own food inside a plastic bag, like half a kilo of some vegetable. Unused, right? But just don’t akk me how can they eat directly from the plastic bag…BTW, a very accurate tip is: ALWAYS bring a set of fork and knife with you! The traditional chopsticks and a white spoon are the national cutlery set.
There are many options for every taste!

There are many options for every taste!



The ocidental restaurants are in general good, and offer italian, german, thai specialties, and these are always a good option to get out of the erveryday food. At last, the chinese food can be called everything but monotonous! The moderation formula passes miles away from here, but offers the visitors a full and very interesting table, only waiting for a pioneer to brake it!!! Bon Appétit a tous!!!!
Even the watermelon...monotonous? No way!!!

Even the watermelon…monotonous? No way!!!


Always prefer known origin water...

Always prefer known origin water…

Comida…ah, a comida!!!!

Pois é, este realmente é um capítulo interessantíssimo da vida aqui na China…já imagina porquê, não é? Antes de vir para cá, entendia comida chinesa como yakisobas, chop sueys e afins. Nunca pesquisei mesmo a fundo sobre isso… Mas confesso que a minha maior apreensão era justamente a comida (talvez por causa da minha filha de 11 meses), e acho que nunca deixará de ser. Justamente porque está ligada intimamente a questão da dificuldade de comunicação, já comentada em outro POST.
Como pedir um prato que você nem imagina quais são os ingredientes? E se souber, mas forem muito apimentados (como é o caso de tudo aqui)? Como pedir sem pimenta? E se a carne talvez não for exatamente a carne que você coma? Que legume é este? E o cogumelo, é daquele tipo “encantado”? E AGORA????
Existem muitas redes de fast food conhecidas mundialmente- Mc Donald’s (e seu delicioso sundae com cobertura de…feijão!!!), Pizza Hut (que oferece um menu meio achinesado), KFC (milhares, eles gostam muito de frango frito, aliás, de tudo frito), Burger King… Então você pensa: “Estou garantido!”. Certo? Errado!!!!!

Comida caseira é sempre melhor!

Comida caseira é sempre melhor!


Quem consegue comer isso todos os dias? Eu e minha família pelo menos, não. O que fazer então? Priorizar coisas verdes, pães e biscoitos? Bom, foi o que tentei fazer no início, quando olhava em volta e nada me apetecia, pois desconfiava de tudo e de todos, em matéria de alimentos…
O tomate-cereja aqui é considerado fruta (sim, eu sei que tomate é fruta, mas os comemos geralmente em pratos salgados) . Inclusive ele estava na cobertura do meu bolo de aniversário com…frutas!
Tomate-cereja na cobertura...

Tomate-cereja na cobertura…


Coisas para beber, tipo sucos em geral, chás (deliciosos, pretendo explicar futuramente a maneira correta chinesa de prepara-los) e cafés são bons, e há cafés (Starbucks) e padarias por toda a parte.
Vai encarar?

Vai encarar?


Em lugares típicos de comida chinesa (ou cantonesa), há muita abundância de alimentos. Mas o problema sempre é saber o que há no prato, exatamente. Há um ditado cantonês que diz: “Qualquer animal que torne a sua cara para o sol pode ser comido.” Prefiro não comentar esta frase. Há quem goste, mas mais uma vez: que bom para quem gosta, vai adorar a diversidade das comidas chinesas!
Eu, pessoalmente, protagonizei vários episódios de corrida com obstáculos- sempre estava na rua!- ao banheiro (este merece um capítulo à parte) por culpa da tal diversidade!
O tempero em geral sempre leva bastante pimenta, cominho, curry, óleo de gergelim (muito) e mais um monte de coisas que não consigo identificar. Molho de soja é uma constante (assim como frituras), e o sal é glutamato monossódico- que requer uma quantidade maior para realmente salgar (e uma quantidade enorme de água depois para matar a sede que gera!). O café da manhã mais parece um almoço, no melhor estilo comida de ontem requentada, acompanhado de chá (claro! O que você imaginava?).
Há também os dumplings, espécie de bolinhos com recheio e cozidos no vapor (parecidos com guiozas), que acompanham todas as refeições. Mas tome cuidado com o recheio!
As iguarias: pepino-do-mar, pé de galinha, testículos de porco (vendem como petisco tipo aperitivo!), pato de Pequim(prato típico) , galinha preta, mini camarões secos, carne de rã, barbatana de tubarão, lagarto, patas de vaca e afins. Ficou com água na boca, né? Fala a verdade!!!
Um passeio que renderá um post bem interessante com certeza será o mercado da Wangfujing Street, que vende delícias como escorpião, bicho-da-seda, ouriço, cavalo-marinho, cobra, vísceras em geral…mas este será o Grand Finale da série “comidas”!!!
Uma cena bem comum por aqui é a pessoa levar sua comida em saquinhos transparentes, que carregam naturalmente como se fosse um meio quilo de algum legume. Inusitado né? Agora, não me pergunte como fazem para comer direto do saquinho…aliás, uma dica certeira para quem quer se aventurar pelas comidas chinesas é: leve sempre um kit de talheres de plástico com você! Palitinhos e uma colher branca são os talheres nacionais.
Há opções bem interessantes, para todos os gostos!

Há opções bem interessantes, para todos os gostos!

Os restaurantes de comida ocidental, que oferecem especialidades italianas, alemãs, tailandesas, sempre são legais para dar uma variada. E geralmente oferecem boa comida.

Enfim, a comida chinesa pode ser chamada de tudo, menos de monótona! A fórmula da moderação com certeza passa longe daqui, mas oferece ao visitante uma mesa farta e bastante interessante aos corajosos desbravadores!!! Bon appétit a tous!!!!!!!
Nem a melancia pode ser chamada de monótona!

Nem a melancia pode ser chamada de monótona!


Prefira sempre água de origem conhecida...

Prefira sempre água de origem conhecida…

Art…what’s that?

Art? Well, complex issue…and that issue almost never goes through the heads of such occuppied persons who live your not-easy-breezy lives…goes?
This question I made to myself during a family visit to the Centre Pompidou, in Paris, where for sure are some of the most controversial contemporary art exhibitions of our time.

Culture for less than 20 euros!

Culture for less than 20 euros!


When does a work of art really becomes art? Can everything be considered art? If I produce something with my very own hands, can it be “art”? What’s the limit for that, if there is such a thing…? How far can we go?
I asked myself that many times, when encountering some, how can I say, “subjective” artworks. Surely, who created it had a purpose. But what about us? Are we right on our so called correct interpretation of such magnificent art pieces?
An example: when visiting the Reina Sofia Museum (Madrid) once, there was a huge white wall with a tiny black whole on it, on the best Tom & Jerry‘s style. I’m so far trying to understand what was the artist’s purpose for that (…). For sure I couldn’t comprehend its meaning!
At the Pompidou, there was this venezuelan artist’s exposition, Jesús Rafael Soto (1923-2005), a very proeminent one in the 50-60’s Europe.
He championed the idea that an artwork must be felt, experienced. The spectator must interlock to the artwork, and for that, he offers one that questions the movement, time and space around it.
During this exhibition, that helps us understand a bit of his walk through the universe of art, one of your most visited artworks was exactly one that let us feel “closely” his talent: Cube Pénétrable, 1996 – a suspended aluminun sheet with huge resine strips where we can walk in, and fully appreciate this masterpiece!
Cube Pénetrable- Jesús Rafael Soto

Cube Pénetrable- Jesús Rafael Soto


Architecture, in all its form and sense, is present: with projects (Neutelings Riedijk Architecten), furniture (Le Corbusier, giving prestige to the local talent…), and even acessories (case of the Circular Rug, from Eileen Grey, that showed a precise croquis drawn by its renowned creator).
Circular Rug- Eileen Gray

Circular Rug- Eileen Gray


The conclusion I reach: what’s really worth is to develop the critical sense that the art observation provides, in its wide context. Each one interpret something by his very own understanding, and when it comes to art couldn’t be different… With this recent “in” consumption of the artistic universe, whatever its type is, we develop our sensibility, and, mainly, our imagination, sometimes so tired and without patience with this stressful and futile little world of ours.
Sensitivity and kindness can mean a whole world for those who can read its nuances!
And for you, WHAT’S ART???
Sofa, Verner Panton

Sofa, Verner Panton



TheVeryMany, Marc Fornes

TheVeryMany, Marc Fornes


Ernesto Neto, 1964

Ernesto Neto, 1964

Arte…O que é isso?

Pois é, tema complexo…e que na verdade nunca passa pela cabeça de seres ocupados e que vivem sua nada mole vida diariamente como nós. Passa?
Esta pergunta eu me fiz durante um passeio em família ao Centre Pompidou (Paris), onde com certeza estão algumas das polêmicas exposições de arte contemporânea da atualidade.

Cultura por menos de 20 euros!

Cultura por menos de 20 euros!


Quando determinada obra vira arte? Tudo pode ser arte? O que não é de jeito nenhum? Se eu produzir coisas com minhas mãos, pode ser considerado arte? Até onde se pode ir neste quesito?
Me perguntei isso muitas vezes, ao me daparar com obras digamos, muito subjetivas. Com certeza quem as fez teve um propósito bem certo. Mas e nós? Acertamos na correta interpretação de tamanha magnitude?
Por exemplo, certa vez no Museu Reina Sofia (Madri) pude observar uma parede branca com um buraco de rato vazado na parede, no mais perfeito estilo Tom & Jerry. Estou até agora na certeza de que não soube interpretar tudo aquilo que o artista quis passar (…).
No Pompidou, estava tendo uma exposição do artista venezuelano Jesús Rafael Soto (1923-2005), muito proeminente na Europa dos anos 1950-60. Ele defendia que uma obra deve ser sentida, experimentada. O espectador deve se integrar a ela, e para isso oferece uma obra que interroga o movimento, o tempo e o espaço a sua volta. Durante esta mostra, que nos ajuda a entender um pouco seu percurso pelo universo da arte, uma de suas obras mais visitadas foi justamente uma que nos permite sentir de perto todo seu talento: Cube Pénétrable, de 1996- um cubo de alumínio suspenso com tiras enormes de resina, onde podemos entrar e apreciar de perto a obra do artista.
Cube Pénetrable- Jesús Rafael Soto

Cube Pénetrable- Jesús Rafael Soto


A arquitetura e toda sua forma e sentido também se fazem presentes neste mundo paralelo: projetos (Neutelings Riedijk Architecten), móveis (Le Corbusier, para prestigiar o talento nacional…), e até mesmo acessórios (caso do tapete Circular Rug, de Eileen Gray, apresentado inclusive com um pequeno “croquis” desenhado por sua ilustre criadora).
Circular Rug- Eileen Gray

Circular Rug- Eileen Gray


A conclusão a que chego: o que vale mesmo é desenvolver o senso crítico que a observação da arte nos proporciona, em todo seu contexto geral. Cada um interpreta algo de sua maneira, e com a arte não poderia ser diferente… Com este consumo do universo artístico, seja ele de que tipo for, desenvolvemos nossa sensibilidade e, principalmente, nossa imaginação, por vezes tão cansada e sem paciência com este nosso mundinho tão estressante e fútil.
Delicadeza e suavidade podem significar um universo para quem souber perceber suas nuances!
E para você, O QUE E ARTE???
Sofa, Verner Panton

Sofa, Verner Panton


Ernesto Neto, 1964

Ernesto Neto, 1964


TheVeryMany, Marc Fornes

TheVeryMany, Marc Fornes

Se comunicar? Pra quê???/ To communicate? What for???

O que geralmente se espera ao visitar um país único e surreal como a China? Quando planejamos visitar algum lugar, nos deparamos com muitas dicas e guias disso e daquilo. Pois é, nada do que sabemos até chegar aqui adianta muita coisa, pois o impacto é bem grande, em tudo e mais um pouco. Tudo o que falam daqui, não passa nem perto do que realmente é- não querendo assustar aos aventureiros de plantão!
A primeira barreira é certamente a da língua, que não oferece a mínima possibilidade de ser entendida por algum ocidental (na verdade, há tantos dialetos que nem eles próprios se entendem uns aos outros!!!!!!). Então, inicia-se a luta: a tão esquecida desde a infância arte da …mímica !!!
Se imagine tentando pedir algo bem simples, tipo uma Coca-Cola ou um suco de laranja. Junte-se a isso uma certa dificuldade em achar quem fale inglês (achou? Mas não consegue entender o inglês que ele supostamente fala ? Pois é…). Acha que já está difícil o suficiente? Tente então pedir algo mais complicado, tipo um tofu (resolvi incrementar a papinha da minha filha com alguma proteína, pois estava meio, digamos, desconfiada das carnes de vários tipos– para não dizer animais estranhos- oferecidas no mercado). Pensei comigo: “eles comem tofu, vamos lá, não deve ser tão difícil”. Claro que foi, aliás, saí sem o tal tofu. Eu pedi para a tiazinha que estava no balcão: “to- fúúú”, e ela respondeu: “ta- váááá”; “to-fúúú”, e ela “ta-vááá”, e ainda ria, com a maior sensação de estar cumprindo seu dever da melhor maneira- e devia estar!!!!!! Fiquei ali com cara de “e agora?”. Me restou ir embora sem tofu!!!!!! Se “ta-vá” seria o meu “to-fu”, nunca saberei…
Os itens de limpeza, higiene,e afins, então, nem vou mencionar! Houve quem comeu comida de gato por uma semana achando que era lata de atum, passou condicionador no corpo achando que era creme hidratante… ver figuras nas embalagens e tentar decifrar para quê seria aquilo nem sempre é garantia de sucesso!
O que quero mostrar com este exemplo e mico passado por mim é que a gente não se dá conta do quão difícil é estar em um lugar onde não é possível se fazer entender minimamente até vivenciar tal experiência. E principalmente, o quão necessária é a comunicação interpessoal efetiva.
Aliás, não poderia deixar de expressar aqui minha admiração por aqueles que conseguem falar esta língua tão estranha e difícil (com certeza pretendo estuda-la também, mas apenas com intuito de sobrevivência mínima, e, talvez almejando um futuro promissor na área de comércio exterior- vulgo “muamba”. Por que não? Brincadeira! ).;)
Aqui em Tianjin (onde moramos), achar quem fale inglês é muito difícil. Em Beijing, é mais comum, por haver muito mais estrangeiros morando lá (em bairros conhecidamente “gringos”- caso de Sanlitun– você até esquece que está na China). Há um suporte muito maior ao estrangeiro, com mercados, restaurantes e lojas que oferecem “English speakers”. Aqui, apesar de ficar a 25 minutos de trem-bala da capital, e ter mais de 12 milhões de habitantes, ainda é bem difícil achar com quem se comunicar.
Alguns serviços, caso do metrô, oferecem a opção inglês no menu, facilitando a vida de quem já está sem esperanças…Mas na estação principal de saída de trens de Beijing é todo um processo para conseguir explicar ao atendente qual trecho você quer e em que classe -em trechos mais próximos, a diferença para um assento melhor na “primeira classe” é tão pouca que vale a pena. Os tickets e painéis com horários de embarque e partida, e principalmente, portão de embarque, estão absolutamente todos em chinês (mais parece um diagrama gigante em vermelho de algo tipo um código morse do futuro, que só os fortes conseguirão decifrar!), o que logicamente, não facilita muito a vida de nós, meros viajantes que só gostariam de poder entender alguma coisa!
Nos caixas eletrônicos, também há algumas opções em inglês, mas caso você seja um perseverante e queira administrar sua conta em um banco local pelo site, forget Margaret!!!!!
Mas aos poucos, aprendemos a lidar com essas inconsistências do sistema chinês de levar a vida.
Para você, que está preparando a viagem da sua vida para cá, venha mesmo! Pois vai conhecer uma cultura absurdamente diferente de tudo, e vai morrer tentando entende-la, na sua mais pura origem! Se puder aprender umas palavrinhas em mandarim, para comunicação básica, ajuda bastante!
Para mim, a jornada está apenas começando, mas resolvi aceitar os percalços como parte do caminho, nem sempre fácil ou suave, que teremos de enfrentar por aqui; e lembro a todo momento de uma frase que li num guia local: “A sabedoria está em ver coisas bonitas onde os demais só vêem as feias.”
E assim vamos cultivando sabedoria! Muita sabedoria a todos!!!!!

What to expect when visiting a unique and surreal country like China?
When planning a trip somewhere, we see a lot of tips and guides of this and that. Well, nothing that we know until we arrive here fits to practically anything, because the impact is major, in everything and more.
Everything one says from here is not even close of what the experience really is-don’t wanna scare the adventurers on duty!!!!
The first barrier has to be, of course, the language, that doesn’t offer the minimal possibility of understanding by an ocidental person (actually, there are so many dialects that they don’t even understand to each other!). Then, the fight begins: the so forgotten since childhood art of…mimic!!!
Imagine yourself, trying to order something as simple as a Coke, or an orange juice. Together, add the difficulty of finding someone who speaks English (Found? But can’t understand the English he is supposed to speak? Ok, well…). Think is hard enough? Try ordering something a little more difficult, lika a tofu cheese ( I decided to increase my baby’ s food with a little protein, because I was kind of, let’s say, suspicious, about the lots of meats types– not to say strange animals- that were offered in the market). I thought: “They eat tofu. Come on, how hard can it be?” Very! BTW, I left with no tofu! I ordered to the small lady behind the counter: “To- fu”, and got back: “Ta- vaaaa”, again: “To- fu”, “Ta- vaaaa”, with the accomplished duty smile on her face, and kind of was, but still. I showed my best face of “Now what?”, and I finally left with no tofu at all!!! Would “ta- vaaaaa” be my “to-fu”? That is something I’ll never know…
The cleansing goods, hygiene, and stuff, I won’t even mention…There was someone who ate cans of cat food thinking they were tuna ones, and using conditioner thinking it was body moisturizer!!! To see pictures on the packaging trying to discover what they are for is not always a recipe for success…
My point with this example, and all the goof of mine, is that you never realize how hard it can be to live in a place where nobody understands you, until you live this experience. And mainly, how necessary is the effective interpersonal communication- I say EFFECTIVE.
BTW, I couldn’ t miss the opportunity of congratulating the persons who speak such a difficult and strange idiom (I wish to learn a bit of it, but with the genuinest purpose of survival here- or maybe try later to achieve a very successful and proeminent carreer in the foreign trade market, read “gimcrack” market…Why not??? Just kidding;)
Here in Tianjin (where we live) is hard to find someone who speaks English. In Beijing, is a bit easier, because there are a lot of expats who live there (mainly in Sanlitun, an excelence expat corner that can even make you forget you’re in China). There is a bigger structure to receive foreign people offering stores, markets and restaurants with English speakers. Tianjin, despite being only 25 minutes far from Beijing in high speed train, and having more than 12 millions of inhabitants, is still very hard to find someone to comunicate with.
Some services (subway) offer the English button option, making the hopeless persons life a little easier…But in the main Beijing’s train station, is all about a process to explain the attendant where do you want to go, and in wich class ( it’s very cheap to make the upgrade in non-far tracks). The tickets and the boarding/departs/gate timetable are all in Chinese (looks like a huge red diagram that appears to hide some kind of morse code from the future, that only the strong will be able to decipher!), that logically, does NOT make one’s life easier… poor travelers that just want to comprehend something!
At the ATM’s machines, there are basic options in English, but if you, perseverant creature, would like to make online transactions of your local bank account directly from the comfy sofa of yours, forget Margaret!
But, step by step, you can learn how to deal with this inconsistencies of the chinese way of life.
And speccially for you, that is preparing the travel of your life over here, I have to say: COME! You’ll experience a culture that’s sooooo different of everything, in the most absurd ways, and will probably die trying to understand it, in its most profound ways! And, if you can learn a few words in Mandarin, just for basic communication, is gonna be a lot easier for you!
For me, the journey is just beginning, and I decided to take the “rocks” as a part of the ride, not always easy and smooth, that we’ ll have to deal with here; always trying to remember a quote I read once on a local city guide: “ Wisdom is to see beautiful things where everybody else only see ugly ones’.”
And let’s cultivate wisdom!!!!!! Wisdom for everyone!!!!!!!! Cheers!!!